Sandro Alex vai expandir programa de monitoramento de agressores de mulheres para todo o Paraná

Sistema fornece à vítima um aparelho que mostra, em tempo real, a localização do agressor, com disparo de alerta para ela e para as forças de segurança no raio de um quilômetro de proximidade.

O candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, vai expandir para todo o Paraná o projeto de Monitoração Eletrônica Simultânea (MES) de agressores de vítimas com medida protetiva ativa. O sistema, que já opera em fase-piloto em três municípios, fornece à vítima um aparelho que mostra, em tempo real, a localização do agressor, com disparo de alerta para ela e para as forças de segurança no raio de um quilômetro de proximidade.

Atualmente, o projeto está em andamento em Curitiba, Foz do Iguaçu e São José dos Pinhais em parceria com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). É o Poder Judiciário quem define as mulheres que recebem o equipamento, a partir da identificação do risco concreto pelas autoridades competentes para indicar a necessidade de fiscalização ostensiva do agressor, a qual acontece por meio de tornozeleira eletrônica.

Lançado em 2025 pela gestão Ratinho Junior, o sistema é capaz de monitorar simultaneamente e em tempo real a mulher que está com medida protetiva de urgência expedida pelo Poder Judiciário e o respectivo agressor. Entre os recursos do programa está a emissão de alertas rápidos para facilitar eventuais intervenções das forças de segurança, aumentando a segurança das mulheres que convivem com essa situação.

Para Sandro Alex, a expansão para todo o Estado vai garantir que mais mulheres vivam com segurança. “No Paraná, machão de cozinha não tem vez. Nosso objetivo é proteger as mulheres desde a gestação, com pré-natal adequado, educação de qualidade da infância ao ensino superior, oportunidade de trabalho e para empreender, mas tudo isso com a segurança de que homem nenhum tem o direito de agredi-la ou de tirar a sua vida”, defendeu.

Política integrada

O MES faz parte de uma política integrada de proteção à mulher no Paraná, que conta ainda com o Programa Mulher Segura, com palestras específicas voltadas ao enfrentamento da violência; e o aplicativo Salve Maria, desenvolvido para ampliar a proteção e o suporte a mulheres com medidas protetivas de urgência, permitindo o acionamento rápido da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar do Paraná, por meio de um botão de emergência.

Iniciativas como essas proporcionaram que o Paraná registrasse queda de 20,2% no número de feminicídios em 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Foi a terceira maior redução do Brasil no período, atrás somente de Amazonas (-31,7%) e do Maranhão (-26,2%).

“Com a ampliação do sistema de monitoramento simultâneo, esses números vão reduzir ainda mais. Estamos mostrando que as mulheres paranaenses não estão sozinhas. Chegamos aos menores índices de criminalidade da nossa história e seguiremos avançando também em relação a diminuição tanto de tentativas de feminicídio quanto do crime consumado”, acrescentou o candidato.

Em seu Plano de Governo, Sandro Alex defende a criação do “Paraná Contra o Feminicídio”, que visa identificar precocemente os casos de alto risco, acelerar a proteção das vítimas, fortalecer e ampliar o monitoramento dos agressores e integrar a segurança pública, a Justiça, a saúde, a assistência social e os municípios no acompanhamento de cada situação crítica.

Será criado um Protocolo Estadual de Risco e Resposta Imediata, visando a adoção de um instrumento único para identificar sinais de risco letal nas delegacias, unidades de saúde, serviços socioassistenciais e demais portas de atendimento, com classificação do risco e acionamento rápido da rede de proteção. Haverá, ainda, o monitoramento integrado dos casos críticos, com articulação entre medidas protetivas, Botão do Pânico, Patrulha Maria da Penha, atendimento do 190 e monitoramento eletrônico de agressores, quando determinado pela Justiça.

Na área de inteligência e acompanhamento, um painel estadual será criado com os casos de alto risco, analisando reincidência, mapas territoriais e compartilhamento seguro de informações entre os órgãos responsáveis. O programa também prevê investigação e responsabilização qualificadas, com formação especializada das equipes, prioridade na apuração das tentativas de feminicídio e dos feminicídios e cooperação com o Ministério Público, a Defensoria Pública, o Judiciário e os municípios.

Privacidade & Cookies

Utilizamos cookies para análise de tráfego e melhoria da sua experiência, em conformidade com a LGPD. Saiba mais